Tati Bernardi.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Na Minha Mente: A Primeira Vez.
Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo. Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim. Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim. E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
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naminhamente
sábado, 7 de dezembro de 2013
Lulu x Tubby

Não tem muito tempo que começou com a palhaçada do lulu. Agora já estão desenvolvendo o Tubby. Pra quem não sabe, o Lulu é um aplicativo onde as mulheres avaliam os homens em: Bom de cama, pegada, beijo e etc. O Tubby foi criado da mesma maneira, porém os homems avaliam as mulheres: O que eu acho também uma tremenda palhaçada. Não vejo graça em ambas partes desse aplicativo. O que vai adiantar? A avaliação vai ser anônima, a pessoa não vai saber que foi você certamente que a avaliou. Eu só vi uma coisa nesse aplicativo: desrespeito. Eu não vi nada de engraçado, como muitos dizem por aí. Não acho graça em expor defeitos das pessoas, ou ressaltar qualidades como "PagaAConta". Aliás, quando foi que nós mulheres nos tornamos tão futéis?
Gente, pera ai né? Se for para desenvolver algo, vamos desenvolver alguma coisa útil, que dê retribuição. O problema do aplicativo Lulu é que ele atingiu até quem não estava interessado nele. Acho que se o aplicativo tivesse uma ferramenta onde os homens pudessem se cadastrar por livre e espontânea vontade, e as mulheres que quisessem avaliar também, ele seria um aplicativo OK. Eu não instalaria no meu smartphone, mas também não me incomodaria, Só as pessoas interessadas iriam ''se divertir'', e achar graça de toda essa ''brincadeira''. Respeito. Essa é a palavra. Se você quer respeito, respeite. Parem de avaliar homens no Lulu e as mulheres no Tubby como vingança, parem de querer provocar brigas no relacionamento dos outros, parem de cobiçar homem que tem namorada – e pior ainda – por um aplicativo na internet! E você homem, que está ansioso por avaliar mulheres no Tubby, fica aqui os meus sentimentos. Você poderia ser um cara melhor que isso. Bem melhor. Garanto a vocês que se tem coisas muito mais interessantes para se fazer do que se preocupar com um aplicativo tão futil que nem esse.
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LuluxTubby
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Amor Próprio.
Me perguntaram uma vez, o que é amor. No primeiro momento fiquei sem palavras, porque na minha cabeça amor era apenas '' amar o outro'' e na maioria das vezes essas de amar o outro eu sempre acabava me fudendo. Passei a repensar essa pergunta. Fui analisando, e fui vendo que amor não era isso.Vi que o significado primeiramente da palavra amor é se ter ''amor próprio.'' O amor próprio vai nos fazer levar para outros caminhos, onde a felicidade está presente. O amor próprio é aquele que nos impede de correr atrás de quem nós amamos e que infelizmente não se corresponde. O amor próprio é aquele que não te deixa chorar em uma madrugada ouvindo musica romântica para apenas pensar '' nele.'' O amor próprio é aquele que minha mãe sempre havia me falado, e só eu ainda não tinha acordado pra perceber o quanto eu preciso dele. O amor próprio é aquele que me faz não responder uma sms que antes era de costume responder no mesmo segundo. O amor próprio acima de tudo é se respeitar. Muitas pessoas vão dizer que isso se chama orgulho. Não diria que isso fosse orgulho. Orgulho é pros fracos. Quem vive de orgulho morre sozinho. E acredite na maioria das vezes o orgulho que nos impede de ir atrás daquilo que realmente importa. O amor é sábio. Ele cura, ele tem parceria com o tempo. O amor ultrapassa qualquer tipo de orgulho. Muitos dizem que tem '' amor'' mas poucos sabem amar de verdade. O amor próprio, é aquele que te faz passar aquele batom vermelho, e dizer : FODA-SE.
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