segunda-feira, 4 de agosto de 2014

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Postado por Unknown às 22:06 0 comentários
Eu queria estar ao seu lado. Mas estou aqui.
Eu queria ter te dito todas aquelas coisas que pensei. Mas guardei-as. 
Eu queria ter tido forças para ir atrás quando você fechou a porta na minha cara. Mas eu deslizei pela parede, e chorei baixinho deitada no chão frio do meu apartamento vazio enquanto você caminhava para longe da minha vida.
Eu queria ter dito que precisava de você. Mas eu não sabia o quanto isso era verdade.
Eu queria ter acreditado mais em nós. Mas eu não consigo acreditar nem em mim.
Eu queria ter sido tudo aquilo que você esperava de mim... Mas ao invés disso eu fui apenas... Eu.
E isso não foi o bastante. Foi? 


                                                                                                                              Isabela Freitas 

sábado, 3 de maio de 2014

Um pouquinho sobre política

Postado por Unknown às 13:06 0 comentários

Ok, eu não sou a melhor pessoa para falar sobre política desse mundo. Na verdade, eu me lembro de repetir várias vezes quando mais nova: "só vou votar depois dos meus 18 anos, quando for realmente obrigatório. Deus me livre de me misturar a essas coisas!" Contudo, também me lembro de ir com meus pais às urnas quando criança, e orgulhosamente apertar os botõezinhos e ouvir o ruído estridente que a maquininha fazia sempre. Irônico, não? Quando aquilo não tinha significado algum para mim, era apenas divertido, mas quando eu comecei a entender a importância que aqueles botõezinhos coloridos tinham, a coisa começou a ficar assustadora.
Ontem fui fazer meu Título de Eleitor. Olhando pra trás, vi a criancinha de sete anos falando: "isso, garota! Agora você entra sozinha na cabine!" e a de doze desdenhando: "vai lá, otária - não sabe no que tá se metendo." Mas a menina de dezesseis anos que eu sou
foi que falou mais alto. "Larga de hipocrisia. Você já está grandinha o suficiente pra poder ver que é lá que você pode dar o seu maior grito - não no meio da rua vestindo uma máscara e cantando uma música do Legião Urbana."
Nosso país não é uma merda. Cara, é o nosso país!! É a Terra de Vera Cruz que sofreu, sofreu, e hoje está como está. Não nasci aqui à toa, mas foi para fazer deste lugar a minha casa. Uma coisa que acho bonitinho de ver nos Estados Unidos (nosso norte de comparações, claro) são as pessoas indo votar com uma peça de roupa que ao menos remete à cor da bandeira. Não é na hora do jogo de futebol ou na celebração da Independência que temos de mostrar o nosso maior nacionalismo, mas creio eu que seja na hora de eleição. A pessoa que está ali, em cima do palanque, é o nosso representante. Ela é a cara do Brasil, e não pode ser qualquer pessoa!!!
Sei que é difícil. Ainda mais nós, que somos mais novos, decidir entre todos aqueles rostos da televisão, qual é mais "a nossa cara." Mais importante ainda que isso, qual estará lá por nós e irá resolver nossos problemas, qual irá organizar nossa situação e nos fazer progredir, qual daqueles rostos irá fazer jus aos escritos da bandeira. Tem que pesquisar. Tem que analisar a fundo, o passado, o presente e o futuro do candidato. O passado, a gente já sabe analisar. Está lá, a ficha, o que ele já fez ou deixou de fazer. O presente também é importante. Faz parte da campanha dele fazer chover papelzinho com o lindo rostinho dele na rua?? Que tipo de pessoa que faz isso se preocuparia com a ordem?? Confesso que acho o cúmulo do nojo e do ridículo. E bem, a análise do futuro parte das duas anteriores, se ele teve um bom passado e tem um bom presente, provavelmente terá um bom futuro.


Que pretensão a minha falar de análise de candidatos, uma adolescente que nunca votou na vida querendo pagar de sabichona. É, talvez seja um ponto de vista. Mas não escrevo este texto para os velhos; eles sabem o que fizeram. Escrevo para os novos, que assim como eu, irão apertar os botõezinhos coloridos pela primeira vez por conta própria e não tem noção da dimensão da coisa. Gente, professores. Amo os meus. Visão política pode ser uma coisa egoísta, por isso devemos experimentar de todas para formar a nossa! Ouça o que cada um tem a dizer sobre o assunto, pergunte aos seus pais, seus avós (que com certeza viram o país passar por bastante coisa), e principalmente os professores, que geralmente, estão mais inteirados do assunto. C'mon, sejamos sinceros: o papel deles É educar-nos! É nos mostrar que não precisamos ter medo de pensar, de analisar, de compreender. Para mim, eles são os verdadeiros governantes. Caso consigam colocar a consciência na cabecinha de cada jovem, escolheremos todos as pessoas certas, pelo fato que não teremos medo de tentar fazê-lo. Mas olha, ninguém fará isso magicamente, precisamos de abrir nossas mentes e enfrentar a política como gente que faz parte dela, não gente que foge da dita cuja.
Então, se você é uma pessoa que costuma reclamar de tudo do país, reclamar da educação, reclamar da rua esburacada, reclamar do posto de saúde que não funciona, reclamar do preço alto de tudo, reclamar de tudo; das três, uma:

  • Você pode continuar na sua postura de reclamão e observar o caos fluir;
  • Você pode ser corajoso e forte para arregaçar as mangas e mudar com as próprias mãos, colocando o próprio nome para ser votado;
  • Você pode aproveitar o poderzinho que tem em mãos e votar.
Escolhi o terceiro, pois a mocinha de doze anos em mim ainda grita para não me misturar à política tanto assim (e também porque de forma alguma sou o rostinho certo para ser "a nossa cara"), mas também porque sou cidadã, e quero desfrutar deste direito que nossos antepassados tanto lutaram para adquirir. Então, agora estou dizendo à minha eu de sete anos: "quer ir lá apertar os botões comigo?"

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Seja bonita, mulher!

Postado por Unknown às 12:42 0 comentários
Seja bonita. Seja bonita careca, de cabelo solto, escovado, bagunçado, curto, comprido, preto, loiro, colorido, amarrado num coque, atado por grampos, fixo por gel, escondido por um lenço, acompanhado de chapéu. Seja bonita com delineador gatinho, com batom vermelho, com rímel & gloss, com cílios postiços, com o olho preto, com creme hidratante, com a pele nua. Seja bonita de salto alto, de tênis, de chinelo, de patins, de sapatilha de ponta ou de sapateado, de bota de cano longo, de pés descalços. Seja bonita de óculos de sol, de grau, de lentes de contato, de aparelho, de piercing, de bijuteria, de medalhinha de ouro, de joia de família. Seja bonita de vestido, de calça jeans, de blusa rasgada, de uniforme, de short curto, de biquini, de maiô, de túnica, de pijama, em sua "birthday suit"*. Seja bonita sorrindo, séria, zangada, provocante, fazendo "duck face", no Facebook, no Instagram, no AfterLight, no FotoRus, na câmera, no iPhone, no Android, sem filtro. Seja bonita magra, gorda, desproporcional, baixa, alta, coxa, com um membro a menos, com um cromossomo a mais. Seja bonita ao acordar, ao badalar da meia-noite, na preguiça da segunda-feira, na agitação do fim de semana, na cama de hospital, na festa de família, parecida com a sua mãe ou sua irmã mais velha. Mulher, seja bonita ao espelho, seja bonita aos olhos dos outros, seja bonita aos olhos do Cara lá de cima. Seja bonita de qualquer jeito. Seja bonita do seu jeito. Sendo apenas, simplesmente, você.

*nua.

sábado, 12 de abril de 2014

Saber viVER

Postado por Unknown às 18:02 0 comentários


Até Onde Vai Sua Liberdade?


Nós mulheres tentamos ter um certo tipo de '' sexto sentindo.'' Achamos que sabemos de tudo, quando realmente tudo se é o contrário. Perdemos amizades que achamos que seria para a vida inteira; Decepcionamos com o carinha do colégio, e já colocamos expectativas em outro só pelo simples '' oi.'' Mulheres!!! Porque somos assim? Ciúmes: Um dos nossos maiores defeitos, e em algumas um pouco de muita insegurança. Nosso travesseiro vira nosso  ombro amigo, enquanto o chocolate é nosso melhor amigo. 
 A verdade, é que tudo é tão perdido, tão incompleto porque não achamos alguém para ser tudo, quando realmente o que vale em essencial é o nosso amor propio. Aquele cara que vai te fazer suspiRAR jamais vai te decepcionar, vocês podem ter uma briguinha aqui, outra ali, mas ele sempre vai respeitar seus defeitos acima de tudo. Na real? Homem perfeito não existe. Existe aquele, que vai te entender, que vai enxugar suas lagrimas e te fazer feliz nos momentos mais tristes. Ninguém é perfeito, e são os defeitos que nos fazem lembrar de como cada um é, o que o torna inesquecível. Cada um vai ter a sua hora, não adianta tentar forçar a barra ali e aqui. Sempre me disseram uma coisa: '' O que for pra ser seu será, não precisa você ficar atrás e insistindo pela presença.'' Quando a gente insiste muito pela presença e atenção de alguém é porque você não faz diferença, e se não faz diferença é um ''tanto faz''. 
Na amizade você sempre se fode, achando que sua ''amiga'' nunca dará em cima do seu ficante, quando realmente ela diz que ele era o único cara na qual ela namoraria. No amor, você é um desastre, chega até a dizer que precisa tomar um banho de sal grosso pra tirar olho gordo. No colégio, só sabe viajar nas aulas de física (Acho que devia prestar mais atenção, quem sabe assim aprende aquela terceira lei de Newton: ''toda ação tem uma reação'')
É.. a vida não é tão fácil assim como vemos em filmes.. É duro chegar no destino desejado. Quem sabe, essa seja a graça da vida: Cair, levantar, aprender com os erros, e percas. Para enfim, chegar ao destino alcançado. E olha.. Quando chegar, não desperdice oportunidade, elas são únicas, e nem todos tem a mesma chance, e muitas delas não voltam mais.. e simples mente viram lembranças. E lembre-se: O sol é pra todos, mas nem todos olham na mesma direção. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

As Mais Ouvidas Da Semana

Postado por Unknown às 20:46 0 comentários

Gente, separei as 5 músicas que eu estou mais ouvindo essa semana!! Ta sendo um vicio. Conhecem alguma??


sábado, 22 de março de 2014

Conto - I Knew You Were Trouble (Parte II)

Postado por Unknown às 12:42 0 comentários


Depois desse episódio e das mensagens de texto nada coerentes, eu dei um gelo nele. Nada rude, apenas fui me afastando aos poucos. Observei-o entrando e indo atrás de seus amigos, depois direto para a rodinha de flamejantes. Em meio às luzes da boate, enxerguei um de seus companheiros tirando algo do bolso, sorrindo, e entregando a ele. Preferi fingir a mim mesma que eu não sabia o que era.
                Ah, ele flertava com todas. Olhava de cima a baixo com um sorriso malicioso (porém totalmente atraente) no rosto, fazendo-me sentir um pouco desconfortável caso ele fizesse isso comigo.
                Fui dançar com Raquel. De repente, um carinha chegou nela, bonito até. Logo o reconheci: o amigo do Marcelo. Chamava-se Roberto, e logo após apresentar-se, lançou a ela uma agressão disfarçada de elogio, fitando todo o seu corpo.
                - Tá top, hein gata?
                - Constrangida e ao mesmo tempo lisonjeada, ela riu, timidamente. Puxei-a para perto de mim, sussurrando em seu ouvido: “Cuidado com esse menino, Quel. Escuta o que eu tô dizendo.” “Calma, Milena, tá tudo sobre controle,” obtive como resposta. Segundos depois, Marcelo apareceu atrás de mim.
                - Que saudade, gata! Quanto tempo desde a colônia.
                - É verdade, quanto tempo! – exclamei educadamente. Ah, como ele era lindo.
                - Você está mais maravilhosa que já era.
                - Obrigada... é que maquiagem me favorece mais do que respingos de tinta.
                - Linda, sempre de bom humor essa bonequinha... por que não matamos a saudade no segundo andar do salão? Fica trancado, mas eu te levo até lá.
                O que ele queria dizer com matar saudade eu não sabia, mas não estava nem um pouco a fim de descobrir. Talvez eu até o beijasse novamente (até porque um gato daqueles numa festa movimentada daquelas...), mas não lá. Aqui. E só depois de ter certeza de valeria a pena.
                - Ah não, Marcelo... quero dançar. Por falar nisso, preciso procurar a Raquel. Por que não dançamos?
                - Não danço bem... vou atrás do Roberto também. Depois eu volto a te procurar, ok?
                - OK, venha sim. A gente se vê.
                Rodei o salão, e nada de Raquel. E nada de Marcelo. Peguei uma batidinha de maracujá e encontrei algumas colegas. Ficaria por ali mesmo até que Raquel aparecesse. Uma hora depois, eu já estava cansada de tanto dançar em cima do salto, sem assunto com aquele grupinho e preocupada com a Raquel. Foi quando eu vi Marcelo, entrando de volta no salão agarrado a uma menina. Era de se esperar que ele arrumasse outra, mas ainda assim, pensei comigo mesma: “canalha.” Fui na direção completamente oposta, para que ele não percebesse que aquela tosca cena havia me afetado. Pedi ao barman o terceiro drink com álcool da noite, e já me preparava para ligar pela milésima vez para o número da Raquel. Por sorte, ela apareceu nesse exato momento. Vindo da porta do salão, com os saltos nas mãos e cabelos a favor do vento, ela se aproximou, e quando eu abri a boca para dar uma bronca, ela me olhou com seus olhinhos de Bambi, e uma calda grossa e escura de rímel começou a escorrer pelos seus olhos. “Lena, como eu odeio esses caras! Me leva pra casa.”




                Fiquei sem entender, mas já não aguentava mais um segundo naquele lugar. Andamos por dois quarteirões até o ponto de táxi mais próximo, e ela me explicou a história.
                - Eu fiquei com o Roberto... Mas foi horrível. Ele me levou pra fora da festa, e ele tava drogado, Milena! Ele tava louco, queria fazer coisas comigo que eu não queria... Eu saí, claro. Mas quando voltei, ele tava ficando com outra menina! Na minha frente! Olha que idiota, Mi! E você bem tinha me falado pra eu tomar cuidado com ele...
                - Calma, Quel... tá tudo bem, eu tô com você agora. Olha, um táxi.
                Entramos no taxi e tudo o que eu conseguia fazer era abraçar minha amiga, ouvindo suas lamentações e pensando que o mesmo podia ter acontecido comigo, e por alguma força maior, não aconteceu.
                - Ele era tão fofo comigo no chat... eu conversava com ele por lá, e combinamos de ficar na festa, mas eu devia saber.  Mas isso foi bom pra eu deixar de ser iludida, bem feito.
                - Raquel, isso era pra eu estar dizendo a você, você me conhece. E não estou. Não fica se lamentando assim não... já passou. Chegar lá em casa, você toma um banho, escova os dentes pra se livrar da baba desse idiota que eu vou fazer brigadeiro pra gente, ok?
                - Obrigada Mi, de verdade, amiga! Chegamos.
                Paguei o taxi, peguei toalhas limpas e fui para a cozinha enquanto ela tomava banho. Tomei o meu em poucos minutos, enquanto ela puxava a bicama e arrumava o quarto para que pudéssemos dormir. Cheguei lá e a vi um pouco triste, tirei o brigadeiro da geladeira e liguei a TV na MTV. Estavam passando clipes. Comemos e asissitimos, e na última colher de doce, o último deles. Era uma música conhecida, cuja letra eu sabia decorada. Contava a história de uma menina que sabia que o cara iria machucá-la, mas se entregou a ele mesmo assim. Clichê, pensei comigo mesma, ainda que nunca tivesse acontecido comigo.
                Assistimos caladas e pensativas, com ela deitada no meu colo e minhas mãos no seu cabelo. No fim do clipe, reparei que Raquel estava chorando.
                - Eu sabia que ele era encrenca, - ela disse por fim. – sabia que ele era encrenca assim que entrou no salão.
                - Nós nem sempre sabemos, amiga. Mas aprendemos a reconhecer. A evitar. A confiar no feeling. O feeling não erra. E o feeling também não vai errar quando achar a pessoa certa. E agradeça que você se livrou dele antes que algo pior acontecesse. Agora dorme, princesa.
                Beijei sua testa e apaguei a luz. Deitei na minha cama. Dentro de mim, eu estava tão machucada quanto ela. Porém aliviada. I knew you were trouble when you walked in. E por causa disso, eu evitei problemas.



Conto inspirado nas músicas I Knew Your Were Trouble - Taylor Swift e This Is What Makes Us Girls - Lana del Rey.


quinta-feira, 13 de março de 2014

Conto - I Knew You Were Trouble (Parte I)

Postado por Unknown às 23:33 0 comentários
Era uma tarde normal de sexta-feira, eu estava no meu quarto ouvindo música nos fones de ouvido, como de costume. Era só um aquecimento de energias para a noite de hoje, aonde eu iria a uma festa com minha melhor amiga. Era uma das primeiras desde o término do meu último relacionamento, quando o Leo arrumou as malas, pegou seu passaporte e foi para os Estados Unidos com uma louraça sem nem me dar tempo de acenar o lencinho no aeroporto. Eu sabia que a noite seria divertida, eu sentia falta disso e já não sentia mais falta do Leo. Não tinha vontade de paquerar, apenas de me acabar na pista de dança, e sabia que o faria. 
                O shuffle do iPod me trouxe uma música conhecida, cuja letra eu sabia decorada. Contava a história de uma menina que sabia que o cara iria machucá-la, mas se entregou a ele mesmo assim. Clichê, pensei comigo mesma, ainda que nunca tivesse acontecido comigo. Deixei a playlist rolar e cantei junto as minhas batidas preferidas debaixo da ducha gelada.
                Banhada, penteada, vestida e maquiada, fui à festa, já dando de cara com minha amiga e correndo atrás dos meus bons drinques. “Fraquinho, por favor,” pedi ao barman, assim poderia aproveitar a minha noite inteira. Assim que consegui pegar minha batida de morango e sair do meio da fila anarquista, fui sentar-me à mesa, a única cadeira vazia estava de frente para a porta da boate. E assim que olhei, a porta se abriu.
                Era o Marcelo. Um dos caras mais lindos que já tinha visto na vida, e bem me lembrava dele. Era do tipo que manda-sms-no-dia-seguinte, com cantadas tão idiotas que nem o pedreiro da construção da rua Trinta teria coragem de fazer. Ah, e “eu te amos” de madrugada. Aposto meu scarpan de oncinha que ele nunca mandava esse tipo de mensagem enquanto sóbrio, e cada SMS que eu recebia dele parecia criptografar a seguinte mensagem: canalha. Sabe aquele cara que é gato, sabe que é gato, e aproveita para virar canalha e partir corações de menininhas? Então, eu não posso dizer isso dele porque aí já seria julgar demais, e não gosto desse tipo de coisa contra mim. Mas ainda que tenhamos nos conhecido em uma situação, digamos, fofa demais para um cara desse tipo, o olhar, o jeito de falar e de andar ao entrar no salão de festa não enganavam.
                (Ah, flashback de quando nos conhecemos:)
                Estava eu na secretaria do clube, me inscrevendo para ser monitora da colônia de férias, quando ele apareceu, pedindo licença para entregar à secretária uma foto 3x4. Enquanto eu preenchia os papéis e ele a aguardava fazer o que tinha de fazer, ele me observava. Até que ela não aparecia, e eu já estava ficando incomodada. Por fim, me virei para ele:
                - Não se pode fazer uma inscrição sem se sentir no Big Brother?
                Foi quando percebi como ele era lindo, e comecei a me sentir arrependida-barra-envergonhada por ter sido indelicada. Ele se assustou, mas me respondeu com voz doce:
                - Perdão, não foi minha intenção. Só queria ver para que você estava se inscrevendo... Milena, não é?
                - Está tudo bem, agente 007. Milena sim, e você?
                - Bond. James Bond.
                Suspirei.
                - Por que será que eu já imaginava que esse seria o seu nome?
                - Na verdade não é, é Marcelo. Mas você ainda não respondeu...
                - Ah. Estou me inscrevendo para ser monitora da colônia de férias. Uma semana de trabalho voluntário com crianças... revigorante.
                - Sério? Eu também!
                Foi quando a secretária voltou,dizendo que sua situação estava regulamentada e sua nova carteirinha ficava pronta em dez dias úteis. Algo me dizia que no fundo, se inscrever como monitor não era o objetivo dele ao entrar naquela secretaria. Pediu um formulário para preencher e pôs-se ao meu lado, tentando, em vão, puxar assunto: eu já havia terminado de preencher o meu.
                - Até a colônia então, Bond.
                - Te vejo lá.
                Por mais incrível que parecesse, ele era um amor com as crianças. Éramos os monitores mais novos, e responsáveis sempre pela mesma área da colônia: a de oficinas de pintura e escultura de argila. No primeiro dia ele puxou assunto. No segundo, conseguiu acalmar o garoto-problema que só criava confusão na oficina e salvar a minha pele, me arrancando um sincero agradecimento. No terceiro, eu já comecei a perceber que ele me olhava diferente, e começava a me tocar também. Ora no meu ombro, ora na minha mão. É, ele estava flertando. No quarto dia, ele me surpreendeu. Mesmo com as mãos sujas de argila e o rosto sujo de tinta, ele me elogiou.
                - Alguém já te disse que você é linda?
                - Suja de tinta? Confesso que é a primeira vez.
                - Suja de tinta, - disse sorrindo e sujando a ponta do meu nariz com tinta vermelha, enquanto segurava uma flanela com a outra mão, que fiz usá-la para limpar-me.
                E no quinto dia ele me beijou. Como as crianças já haviam terminado suas obras de arte, o quinto dia era de arrumação da salinha, limpeza de pincéis, mesas e cadeiras. A coordenadora do clube me conhecia e confiava em mim, então me deixou a sós com ele na sala sem titubear. Confesso que esperava e agradecia por isso, pela oportunidade perfeita, que eu só estava esperando chegar. Mas não foi tão perfeito assim. Fomos interrompidos pela própria, entrando na sala. Tivemos tempo de nos afastar, e também agradeci por isso. Naquele momento a mão dele começava a descer pelas minhas costas e eu não sabia onde ela queria chegar.
                Falando assim, ele parecia um príncipe encantado de filme Hollywoodiano, mas no meio de conversa, sempre dava uns foras. Comentava de suas amizades, nomes conhecidos (em maioria, por coisas nada boas), mostrando o quanto ele era popular e com moral. Também explicitava seu “tipo de mulher”, o que era extremamente irritante, por mais que eu me encaixasse nele. Com um pouquinho de olhar clínico, dava para saber que o mais prudente a se fazer com ele era ter um pé atrás. Porém, unindo o útil ao agradável, nada melhor que trabalho voluntário no currículo + beijinhos de um super gato nas férias. É, eu não tinha o que reclamar.
                (Fim do flashback)
                


Continua...

quarta-feira, 12 de março de 2014

Você Se Foi.

Postado por Unknown às 23:07 0 comentários
Entre as idas e vindas da vida, o adeus é a pior parte. Me pergunto sempre porque o adeus é necesario. As pessoas me dizem que seria para entrar coisas novas em nossas vidas. O adeus doí, doí muito. Te dizer adeus e te deixar partir não foi fácil. Te ver pelos cantos, observando suas ações e não saber, não fazer parte da sua vida mais doi muito. Não seria capaz nunca te de dizer adeus, afinal.. Até mesmo você disse que nunca me diria.
Não quero me lembrar de promessas feitas, de palavras ditas em momentos errados. As promessas nunca seriam cumpridas e as palavras jamais lembradas. Te valorizei, te amei de todas as formas. Cuidei de você, tentei fazer de tudo para que nada te acontecesse. Você não repensou, você não deu valor. Simplesmente deu as costas. Eu engoli seco, sofri.. As lagrimas  tomaram conta, o motivo  do seu sumiço me fez perder noites de sono e até mesmo a fome. Não imagina que um sentimento tão pequeno, tão simples se transformaria em tanta tristeza, desconfiança e sem uma razão para o final.. Ops, esqueci que a gente nem mesmo começou. Cansei de dar o melhor de mim e receber de menos das pessoas. As vezes queria mudar, me transformar, mas vejo que a mudança não vem apenas pro lado fora, mas  principalmente pelo lado de dentro, do seu coração.
Não queria te perder, alias jamais queria que você tivesse ido. Não queria que o mundo te transformasse em um otário que você é hoje, mas sei que por dentro continua aquele garoto bobo, e risonho que eu conheci.
Desculpa se você ainda faz parte das minhas ilusões e dialagos imaginários. É que você virou minha rotina.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Playlist: Refreshed

Postado por Unknown às 22:36 0 comentários

Hey people!
Como novinha no blog, resolvi deixar minha playlist pra vocês: o que mais tem ocupado meu ipod e mexido com minha cabecinha. Geralmente, procuro ouvir álbuns inteiros, principalmente nessas férias, onde tive toooodo o tempo do mundo pra me atualizar nos lançamentos. Vou deixar aqui um gostinho de cada um! Espero que curtam, comentem as preferidas e as despreferidas hahaha.

1. American Girl – Bonnie McKee


Tenho uma paixonite nada secreta pela Bonnie McKee, que ficou famosa depois de escrever vários hits de artistas incríveis. Tem um talento incrível para composição e uma voz maravilhosa – sem contar o cabelo de algodão-doce que, juro, é meu sonho de consumo, mas deve dar tanto trabalho pra manter desse jeito que dispenso...

2. Perfume - Britney Spears


Pra quem estava sumidinha e voltou por agora, acho que ela voltou com tudo. Mesmo com algumas críticas negativas, acho o Britney Jean um dos meus CDs preferidos da Brit Bitch. Perfume é uma baladinha instigante, com uma dica que eu adorei: deixar o seu perfume bem impregnado no boy pra marcar o território.

3. Air Balloon – Lily Allen


A inglesinha também está voltando, e promete. Seu CD ainda não tem previsão de lançamento, mas Air Balloon é uma canção que deixa a gente sentir o gostinho. E na minha opinião, tem gosto de piquenique, não dá pra ficar triste escutando.

4. XO - Beyoncé

BOW DOWN! Coloquei XO depois de muito suor, porque foi difícil escolher minha música preferida do álbum novo da Queen B. Mais romântica impossível <3

5. We Got The World – Icona Pop


Fala-se bastante de Icona Pop. A dupla sueca tem ganhado destaque, e já vi muita gente cantando I Love It, mas minha preferida com certeza é We Got The World. Pra cantar gritando no meio da rua cazamiga! *0*

6. Clichê Adolescente – Manu Gavassi


A rainha dos headbands também lançou CD novo por agora (ainda não tive a oportunidade de escutar), mas gostei bastaaaante dessa música! Outra baladinha gostosa e despretensiosamente romântica, fofíssima.

7. Gorilla – Bruno Mars


Recomenda-se ligar o ventilador para ver esse clipe, porque olha... 3 reações: vontade de Bruninho, inveja da Isabella e dó da guitarra!

8. Gypsy – Lady Gaga


Confesso que quando ouvi o tão falado ARTPOP pela primeira vez, não achei lá grandes coisas, mas tem muitas músicas MUITO boas! O estilo (musical, porque o fashion...) da Gaga seempre me cativou, e com Gypsy não foi diferente. Delícia de vibe, dá vontade de fechar os olhos e sonhar... sonhar... sonhar... e dançar como louca sonâmbula no meio do sonho.

9. Excuse My Rude - Jessie J


O CD DA JESSIE É MUITO BOM!! Com toda a certeza, a minha preferência é o Who You Are ao Alive, mas se tem uma que eu ~paxonei~ foi Excuse My Rude. A letra é com certeza a minha cara (shhh!) e morro de vontade de cantar essa música pra um cado de gente. HAHAHAHA! Ai gente, vamo aplaudir a Jessica Cornish porque ela merece <3

10. Dark Horse - Katy Perry


SAVED THE BEST FOR LAST!!! Que eu sou MEGA fã da Katy Perry não é segredo pra ninguém. Lembro da primeira vez que escutei essa música, ela tinha sido lançada de madrugada e acordei com o celular apitando às duas da manhã. Fui escutar no fone de ouvido poderoso do meu irmão, ainda grogue de sono e tive a sensação de ter morrido e nascido de novo, foi mucho locoooo! E o clipe não tem como não gostar, vai ser linda assim lá em Memphis... Tomara que vocês curtam a música/clipe tanto quanto eu <3

Deu pra perceber que sou uma garota Du Pop, né? Hehehe. Espero que curtam a playlist e voltem refrescadas ao ano letivo.
Beijinhos,

Camilla ~
 

Lorena Caires Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos