Eu queria estar ao seu lado. Mas estou aqui.
Eu queria ter te dito todas aquelas coisas que pensei. Mas guardei-as.
Eu queria ter tido forças para ir atrás quando você fechou a porta na minha cara. Mas eu deslizei pela parede, e chorei baixinho deitada no chão frio do meu apartamento vazio enquanto você caminhava para longe da minha vida.
Eu queria ter dito que precisava de você. Mas eu não sabia o quanto isso era verdade.
Eu queria ter acreditado mais em nós. Mas eu não consigo acreditar nem em mim.
Eu queria ter sido tudo aquilo que você esperava de mim... Mas ao invés disso eu fui apenas... Eu.
E isso não foi o bastante. Foi?
Isabela Freitas
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
Um pouquinho sobre política
Ok, eu não sou a melhor pessoa para falar sobre política desse mundo. Na verdade, eu me lembro de repetir várias vezes quando mais nova: "só vou votar depois dos meus 18 anos, quando for realmente obrigatório. Deus me livre de me misturar a essas coisas!" Contudo, também me lembro de ir com meus pais às urnas quando criança, e orgulhosamente apertar os botõezinhos e ouvir o ruído estridente que a maquininha fazia sempre. Irônico, não? Quando aquilo não tinha significado algum para mim, era apenas divertido, mas quando eu comecei a entender a importância que aqueles botõezinhos coloridos tinham, a coisa começou a ficar assustadora.
Ontem fui fazer meu Título de Eleitor. Olhando pra trás, vi a criancinha de sete anos falando: "isso, garota! Agora você entra sozinha na cabine!" e a de doze desdenhando: "vai lá, otária - não sabe no que tá se metendo." Mas a menina de dezesseis anos que eu sou
foi que falou mais alto. "Larga de hipocrisia. Você já está grandinha o suficiente pra poder ver que é lá que você pode dar o seu maior grito - não no meio da rua vestindo uma máscara e cantando uma música do Legião Urbana."
Nosso país não é uma merda. Cara, é o nosso país!! É a Terra de Vera Cruz que sofreu, sofreu, e hoje está como está. Não nasci aqui à toa, mas foi para fazer deste lugar a minha casa. Uma coisa que acho bonitinho de ver nos Estados Unidos (nosso norte de comparações, claro) são as pessoas indo votar com uma peça de roupa que ao menos remete à cor da bandeira. Não é na hora do jogo de futebol ou na celebração da Independência que temos de mostrar o nosso maior nacionalismo, mas creio eu que seja na hora de eleição. A pessoa que está ali, em cima do palanque, é o nosso representante. Ela é a cara do Brasil, e não pode ser qualquer pessoa!!!
Sei que é difícil. Ainda mais nós, que somos mais novos, decidir entre todos aqueles rostos da televisão, qual é mais "a nossa cara." Mais importante ainda que isso, qual estará lá por nós e irá resolver nossos problemas, qual irá organizar nossa situação e nos fazer progredir, qual daqueles rostos irá fazer jus aos escritos da bandeira. Tem que pesquisar. Tem que analisar a fundo, o passado, o presente e o futuro do candidato. O passado, a gente já sabe analisar. Está lá, a ficha, o que ele já fez ou deixou de fazer. O presente também é importante. Faz parte da campanha dele fazer chover papelzinho com o lindo rostinho dele na rua?? Que tipo de pessoa que faz isso se preocuparia com a ordem?? Confesso que acho o cúmulo do nojo e do ridículo. E bem, a análise do futuro parte das duas anteriores, se ele teve um bom passado e tem um bom presente, provavelmente terá um bom futuro.
Então, se você é uma pessoa que costuma reclamar de tudo do país, reclamar da educação, reclamar da rua esburacada, reclamar do posto de saúde que não funciona, reclamar do preço alto de tudo, reclamar de tudo; das três, uma:
- Você pode continuar na sua postura de reclamão e observar o caos fluir;
- Você pode ser corajoso e forte para arregaçar as mangas e mudar com as próprias mãos, colocando o próprio nome para ser votado;
- Você pode aproveitar o poderzinho que tem em mãos e votar.
Escolhi o terceiro, pois a mocinha de doze anos em mim ainda grita para não me misturar à política tanto assim (e também porque de forma alguma sou o rostinho certo para ser "a nossa cara"), mas também porque sou cidadã, e quero desfrutar deste direito que nossos antepassados tanto lutaram para adquirir. Então, agora estou dizendo à minha eu de sete anos: "quer ir lá apertar os botões comigo?"
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sexta-feira, 2 de maio de 2014
Seja bonita, mulher!
Seja bonita. Seja bonita careca, de cabelo solto, escovado, bagunçado, curto, comprido, preto, loiro, colorido, amarrado num coque, atado por grampos, fixo por gel, escondido por um lenço, acompanhado de chapéu. Seja bonita com delineador gatinho, com batom vermelho, com rímel & gloss, com cílios postiços, com o olho preto, com creme hidratante, com a pele nua. Seja bonita de salto alto, de tênis, de chinelo, de patins, de sapatilha de ponta ou de sapateado, de bota de cano longo, de pés descalços. Seja bonita de óculos de sol, de grau, de lentes de contato, de aparelho, de piercing, de bijuteria, de medalhinha de ouro, de joia de família. Seja bonita de vestido, de calça jeans, de blusa rasgada, de uniforme, de short curto, de biquini, de maiô, de túnica, de pijama, em sua "birthday suit"*. Seja bonita sorrindo, séria, zangada, provocante, fazendo "duck face", no Facebook, no Instagram, no AfterLight, no FotoRus, na câmera, no iPhone, no Android, sem filtro. Seja bonita magra, gorda, desproporcional, baixa, alta, coxa, com um membro a menos, com um cromossomo a mais. Seja bonita ao acordar, ao badalar da meia-noite, na preguiça da segunda-feira, na agitação do fim de semana, na cama de hospital, na festa de família, parecida com a sua mãe ou sua irmã mais velha.
Mulher, seja bonita ao espelho, seja bonita aos olhos dos outros, seja bonita aos olhos do Cara lá de cima.
Seja bonita de qualquer jeito. Seja bonita do seu jeito. Sendo apenas, simplesmente, você.
*nua.
*nua.
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sábado, 12 de abril de 2014
Saber viVER
![]() |
Nós mulheres tentamos ter um certo tipo de '' sexto sentindo.'' Achamos que sabemos de tudo, quando realmente tudo se é o contrário. Perdemos amizades que achamos que seria para a vida inteira; Decepcionamos com o carinha do colégio, e já colocamos expectativas em outro só pelo simples '' oi.'' Mulheres!!! Porque somos assim? Ciúmes: Um dos nossos maiores defeitos, e em algumas um pouco de muita insegurança. Nosso travesseiro vira nosso ombro amigo, enquanto o chocolate é nosso melhor amigo.
A verdade, é que tudo é tão perdido, tão incompleto porque não achamos alguém para ser tudo, quando realmente o que vale em essencial é o nosso amor propio. Aquele cara que vai te fazer suspiRAR jamais vai te decepcionar, vocês podem ter uma briguinha aqui, outra ali, mas ele sempre vai respeitar seus defeitos acima de tudo. Na real? Homem perfeito não existe. Existe aquele, que vai te entender, que vai enxugar suas lagrimas e te fazer feliz nos momentos mais tristes. Ninguém é perfeito, e são os defeitos que nos fazem lembrar de como cada um é, o que o torna inesquecível. Cada um vai ter a sua hora, não adianta tentar forçar a barra ali e aqui. Sempre me disseram uma coisa: '' O que for pra ser seu será, não precisa você ficar atrás e insistindo pela presença.'' Quando a gente insiste muito pela presença e atenção de alguém é porque você não faz diferença, e se não faz diferença é um ''tanto faz''.
Na amizade você sempre se fode, achando que sua ''amiga'' nunca dará em cima do seu ficante, quando realmente ela diz que ele era o único cara na qual ela namoraria. No amor, você é um desastre, chega até a dizer que precisa tomar um banho de sal grosso pra tirar olho gordo. No colégio, só sabe viajar nas aulas de física (Acho que devia prestar mais atenção, quem sabe assim aprende aquela terceira lei de Newton: ''toda ação tem uma reação'')
É.. a vida não é tão fácil assim como vemos em filmes.. É duro chegar no destino desejado. Quem sabe, essa seja a graça da vida: Cair, levantar, aprender com os erros, e percas. Para enfim, chegar ao destino alcançado. E olha.. Quando chegar, não desperdice oportunidade, elas são únicas, e nem todos tem a mesma chance, e muitas delas não voltam mais.. e simples mente viram lembranças. E lembre-se: O sol é pra todos, mas nem todos olham na mesma direção.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
As Mais Ouvidas Da Semana
Gente, separei as 5 músicas que eu estou mais ouvindo essa semana!! Ta sendo um vicio. Conhecem alguma??
sábado, 22 de março de 2014
Conto - I Knew You Were Trouble (Parte II)
Depois
desse episódio e das mensagens de texto nada coerentes, eu dei um gelo nele.
Nada rude, apenas fui me afastando aos poucos. Observei-o entrando e indo atrás
de seus amigos, depois direto para a rodinha de flamejantes. Em meio às luzes
da boate, enxerguei um de seus companheiros tirando algo do bolso, sorrindo, e
entregando a ele. Preferi fingir a mim mesma que eu não sabia o que era.
Ah, ele flertava com todas. Olhava de cima a baixo com um sorriso malicioso (porém totalmente atraente) no rosto, fazendo-me sentir um pouco desconfortável caso ele fizesse isso comigo.
Fui dançar com Raquel. De repente, um carinha chegou nela, bonito até. Logo o reconheci: o amigo do Marcelo. Chamava-se Roberto, e logo após apresentar-se, lançou a ela uma agressão disfarçada de elogio, fitando todo o seu corpo.
- Tá top, hein gata?
- Constrangida e ao mesmo tempo lisonjeada, ela riu, timidamente. Puxei-a para perto de mim, sussurrando em seu ouvido: “Cuidado com esse menino, Quel. Escuta o que eu tô dizendo.” “Calma, Milena, tá tudo sobre controle,” obtive como resposta. Segundos depois, Marcelo apareceu atrás de mim.
- Que saudade, gata! Quanto tempo desde a colônia.
- É verdade, quanto tempo! – exclamei educadamente. Ah, como ele era lindo.
- Você está mais maravilhosa que já era.
- Obrigada... é que maquiagem me favorece mais do que respingos de tinta.
- Linda, sempre de bom humor essa bonequinha... por que não matamos a saudade no segundo andar do salão? Fica trancado, mas eu te levo até lá.
O que ele queria dizer com matar saudade eu não sabia, mas não estava nem um pouco a fim de descobrir. Talvez eu até o beijasse novamente (até porque um gato daqueles numa festa movimentada daquelas...), mas não lá. Aqui. E só depois de ter certeza de valeria a pena.
- Ah não, Marcelo... quero dançar. Por falar nisso, preciso procurar a Raquel. Por que não dançamos?
- Não danço bem... vou atrás do Roberto também. Depois eu volto a te procurar, ok?
- OK, venha sim. A gente se vê.
Rodei o salão, e nada de Raquel. E nada de Marcelo. Peguei uma batidinha de maracujá e encontrei algumas colegas. Ficaria por ali mesmo até que Raquel aparecesse. Uma hora depois, eu já estava cansada de tanto dançar em cima do salto, sem assunto com aquele grupinho e preocupada com a Raquel. Foi quando eu vi Marcelo, entrando de volta no salão agarrado a uma menina. Era de se esperar que ele arrumasse outra, mas ainda assim, pensei comigo mesma: “canalha.” Fui na direção completamente oposta, para que ele não percebesse que aquela tosca cena havia me afetado. Pedi ao barman o terceiro drink com álcool da noite, e já me preparava para ligar pela milésima vez para o número da Raquel. Por sorte, ela apareceu nesse exato momento. Vindo da porta do salão, com os saltos nas mãos e cabelos a favor do vento, ela se aproximou, e quando eu abri a boca para dar uma bronca, ela me olhou com seus olhinhos de Bambi, e uma calda grossa e escura de rímel começou a escorrer pelos seus olhos. “Lena, como eu odeio esses caras! Me leva pra casa.”
Fiquei sem entender, mas já não aguentava mais um segundo naquele lugar. Andamos por dois quarteirões até o ponto de táxi mais próximo, e ela me explicou a história.
- Eu fiquei com o Roberto... Mas foi horrível. Ele me levou pra fora da festa, e ele tava drogado, Milena! Ele tava louco, queria fazer coisas comigo que eu não queria... Eu saí, claro. Mas quando voltei, ele tava ficando com outra menina! Na minha frente! Olha que idiota, Mi! E você bem tinha me falado pra eu tomar cuidado com ele...
- Calma, Quel... tá tudo bem, eu tô com você agora. Olha, um táxi.
Entramos no taxi e tudo o que eu conseguia fazer era abraçar minha amiga, ouvindo suas lamentações e pensando que o mesmo podia ter acontecido comigo, e por alguma força maior, não aconteceu.
- Ele era tão fofo comigo no chat... eu conversava com ele por lá, e combinamos de ficar na festa, mas eu devia saber. Mas isso foi bom pra eu deixar de ser iludida, bem feito.
- Raquel, isso era pra eu estar dizendo a você, você me conhece. E não estou. Não fica se lamentando assim não... já passou. Chegar lá em casa, você toma um banho, escova os dentes pra se livrar da baba desse idiota que eu vou fazer brigadeiro pra gente, ok?
- Obrigada Mi, de verdade, amiga! Chegamos.
Paguei o taxi, peguei toalhas limpas e fui para a cozinha enquanto ela tomava banho. Tomei o meu em poucos minutos, enquanto ela puxava a bicama e arrumava o quarto para que pudéssemos dormir. Cheguei lá e a vi um pouco triste, tirei o brigadeiro da geladeira e liguei a TV na MTV. Estavam passando clipes. Comemos e asissitimos, e na última colher de doce, o último deles. Era uma música conhecida, cuja letra eu sabia decorada. Contava a história de uma menina que sabia que o cara iria machucá-la, mas se entregou a ele mesmo assim. Clichê, pensei comigo mesma, ainda que nunca tivesse acontecido comigo.
Assistimos caladas e pensativas, com ela deitada no meu colo e minhas mãos no seu cabelo. No fim do clipe, reparei que Raquel estava chorando.
- Eu sabia que ele era encrenca, - ela disse por fim. – sabia que ele era encrenca assim que entrou no salão.
- Nós nem sempre sabemos, amiga. Mas aprendemos a reconhecer. A evitar. A confiar no feeling. O feeling não erra. E o feeling também não vai errar quando achar a pessoa certa. E agradeça que você se livrou dele antes que algo pior acontecesse. Agora dorme, princesa.
Beijei sua testa e apaguei a luz. Deitei na minha cama. Dentro de mim, eu estava tão machucada quanto ela. Porém aliviada. I knew you were trouble when you walked in. E por causa disso, eu evitei problemas.
Ah, ele flertava com todas. Olhava de cima a baixo com um sorriso malicioso (porém totalmente atraente) no rosto, fazendo-me sentir um pouco desconfortável caso ele fizesse isso comigo.
Fui dançar com Raquel. De repente, um carinha chegou nela, bonito até. Logo o reconheci: o amigo do Marcelo. Chamava-se Roberto, e logo após apresentar-se, lançou a ela uma agressão disfarçada de elogio, fitando todo o seu corpo.
- Tá top, hein gata?
- Constrangida e ao mesmo tempo lisonjeada, ela riu, timidamente. Puxei-a para perto de mim, sussurrando em seu ouvido: “Cuidado com esse menino, Quel. Escuta o que eu tô dizendo.” “Calma, Milena, tá tudo sobre controle,” obtive como resposta. Segundos depois, Marcelo apareceu atrás de mim.
- Que saudade, gata! Quanto tempo desde a colônia.
- É verdade, quanto tempo! – exclamei educadamente. Ah, como ele era lindo.
- Você está mais maravilhosa que já era.
- Obrigada... é que maquiagem me favorece mais do que respingos de tinta.
- Linda, sempre de bom humor essa bonequinha... por que não matamos a saudade no segundo andar do salão? Fica trancado, mas eu te levo até lá.
O que ele queria dizer com matar saudade eu não sabia, mas não estava nem um pouco a fim de descobrir. Talvez eu até o beijasse novamente (até porque um gato daqueles numa festa movimentada daquelas...), mas não lá. Aqui. E só depois de ter certeza de valeria a pena.
- Ah não, Marcelo... quero dançar. Por falar nisso, preciso procurar a Raquel. Por que não dançamos?
- Não danço bem... vou atrás do Roberto também. Depois eu volto a te procurar, ok?
- OK, venha sim. A gente se vê.
Rodei o salão, e nada de Raquel. E nada de Marcelo. Peguei uma batidinha de maracujá e encontrei algumas colegas. Ficaria por ali mesmo até que Raquel aparecesse. Uma hora depois, eu já estava cansada de tanto dançar em cima do salto, sem assunto com aquele grupinho e preocupada com a Raquel. Foi quando eu vi Marcelo, entrando de volta no salão agarrado a uma menina. Era de se esperar que ele arrumasse outra, mas ainda assim, pensei comigo mesma: “canalha.” Fui na direção completamente oposta, para que ele não percebesse que aquela tosca cena havia me afetado. Pedi ao barman o terceiro drink com álcool da noite, e já me preparava para ligar pela milésima vez para o número da Raquel. Por sorte, ela apareceu nesse exato momento. Vindo da porta do salão, com os saltos nas mãos e cabelos a favor do vento, ela se aproximou, e quando eu abri a boca para dar uma bronca, ela me olhou com seus olhinhos de Bambi, e uma calda grossa e escura de rímel começou a escorrer pelos seus olhos. “Lena, como eu odeio esses caras! Me leva pra casa.”
Fiquei sem entender, mas já não aguentava mais um segundo naquele lugar. Andamos por dois quarteirões até o ponto de táxi mais próximo, e ela me explicou a história.
- Eu fiquei com o Roberto... Mas foi horrível. Ele me levou pra fora da festa, e ele tava drogado, Milena! Ele tava louco, queria fazer coisas comigo que eu não queria... Eu saí, claro. Mas quando voltei, ele tava ficando com outra menina! Na minha frente! Olha que idiota, Mi! E você bem tinha me falado pra eu tomar cuidado com ele...
- Calma, Quel... tá tudo bem, eu tô com você agora. Olha, um táxi.
Entramos no taxi e tudo o que eu conseguia fazer era abraçar minha amiga, ouvindo suas lamentações e pensando que o mesmo podia ter acontecido comigo, e por alguma força maior, não aconteceu.
- Ele era tão fofo comigo no chat... eu conversava com ele por lá, e combinamos de ficar na festa, mas eu devia saber. Mas isso foi bom pra eu deixar de ser iludida, bem feito.
- Raquel, isso era pra eu estar dizendo a você, você me conhece. E não estou. Não fica se lamentando assim não... já passou. Chegar lá em casa, você toma um banho, escova os dentes pra se livrar da baba desse idiota que eu vou fazer brigadeiro pra gente, ok?
- Obrigada Mi, de verdade, amiga! Chegamos.
Paguei o taxi, peguei toalhas limpas e fui para a cozinha enquanto ela tomava banho. Tomei o meu em poucos minutos, enquanto ela puxava a bicama e arrumava o quarto para que pudéssemos dormir. Cheguei lá e a vi um pouco triste, tirei o brigadeiro da geladeira e liguei a TV na MTV. Estavam passando clipes. Comemos e asissitimos, e na última colher de doce, o último deles. Era uma música conhecida, cuja letra eu sabia decorada. Contava a história de uma menina que sabia que o cara iria machucá-la, mas se entregou a ele mesmo assim. Clichê, pensei comigo mesma, ainda que nunca tivesse acontecido comigo.
Assistimos caladas e pensativas, com ela deitada no meu colo e minhas mãos no seu cabelo. No fim do clipe, reparei que Raquel estava chorando.
- Eu sabia que ele era encrenca, - ela disse por fim. – sabia que ele era encrenca assim que entrou no salão.
- Nós nem sempre sabemos, amiga. Mas aprendemos a reconhecer. A evitar. A confiar no feeling. O feeling não erra. E o feeling também não vai errar quando achar a pessoa certa. E agradeça que você se livrou dele antes que algo pior acontecesse. Agora dorme, princesa.
Beijei sua testa e apaguei a luz. Deitei na minha cama. Dentro de mim, eu estava tão machucada quanto ela. Porém aliviada. I knew you were trouble when you walked in. E por causa disso, eu evitei problemas.
Conto inspirado nas músicas I Knew Your Were Trouble - Taylor Swift e This Is What Makes Us Girls - Lana del Rey.
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quinta-feira, 13 de março de 2014
Conto - I Knew You Were Trouble (Parte I)
Era
uma tarde normal de sexta-feira, eu estava no meu quarto ouvindo música nos
fones de ouvido, como de costume. Era só um aquecimento de energias para a
noite de hoje, aonde eu iria a uma festa com minha melhor amiga. Era uma
das primeiras desde o término do meu último relacionamento, quando o Leo
arrumou as malas, pegou seu passaporte e foi para os Estados Unidos com uma
louraça sem nem me dar tempo de acenar o lencinho no aeroporto. Eu sabia que a
noite seria divertida, eu sentia falta disso e já não sentia mais falta do Leo.
Não tinha vontade de paquerar, apenas de me acabar na pista de dança, e sabia
que o faria.
O shuffle do iPod me
trouxe uma música conhecida, cuja letra eu sabia decorada. Contava a história
de uma menina que sabia que o cara iria machucá-la, mas se entregou a ele mesmo
assim. Clichê, pensei comigo mesma, ainda que nunca tivesse acontecido comigo.
Deixei a playlist rolar e cantei junto as minhas batidas preferidas debaixo da
ducha gelada.
Banhada, penteada, vestida e maquiada, fui à festa, já dando de cara com minha amiga e correndo atrás dos meus bons drinques. “Fraquinho, por favor,” pedi ao barman, assim poderia aproveitar a minha noite inteira. Assim que consegui pegar minha batida de morango e sair do meio da fila anarquista, fui sentar-me à mesa, a única cadeira vazia estava de frente para a porta da boate. E assim que olhei, a porta se abriu.
Era o Marcelo. Um dos caras mais lindos que já tinha visto na vida, e bem me lembrava dele. Era do tipo que manda-sms-no-dia-seguinte, com cantadas tão idiotas que nem o pedreiro da construção da rua Trinta teria coragem de fazer. Ah, e “eu te amos” de madrugada. Aposto meu scarpan de oncinha que ele nunca mandava esse tipo de mensagem enquanto sóbrio, e cada SMS que eu recebia dele parecia criptografar a seguinte mensagem: canalha. Sabe aquele cara que é gato, sabe que é gato, e aproveita para virar canalha e partir corações de menininhas? Então, eu não posso dizer isso dele porque aí já seria julgar demais, e não gosto desse tipo de coisa contra mim. Mas ainda que tenhamos nos conhecido em uma situação, digamos, fofa demais para um cara desse tipo, o olhar, o jeito de falar e de andar ao entrar no salão de festa não enganavam.
(Ah, flashback de quando nos conhecemos:)
Estava eu na secretaria do clube, me inscrevendo para ser monitora da colônia de férias, quando ele apareceu, pedindo licença para entregar à secretária uma foto 3x4. Enquanto eu preenchia os papéis e ele a aguardava fazer o que tinha de fazer, ele me observava. Até que ela não aparecia, e eu já estava ficando incomodada. Por fim, me virei para ele:
- Não se pode fazer uma inscrição sem se sentir no Big Brother?
Foi quando percebi como ele era lindo, e comecei a me sentir arrependida-barra-envergonhada por ter sido indelicada. Ele se assustou, mas me respondeu com voz doce:
- Perdão, não foi minha intenção. Só queria ver para que você estava se inscrevendo... Milena, não é?
- Está tudo bem, agente 007. Milena sim, e você?
- Bond. James Bond.
Suspirei.
- Por que será que eu já imaginava que esse seria o seu nome?
- Na verdade não é, é Marcelo. Mas você ainda não respondeu...
- Ah. Estou me inscrevendo para ser monitora da colônia de férias. Uma semana de trabalho voluntário com crianças... revigorante.
- Sério? Eu também!
Foi quando a secretária voltou,dizendo que sua situação estava regulamentada e sua nova carteirinha ficava pronta em dez dias úteis. Algo me dizia que no fundo, se inscrever como monitor não era o objetivo dele ao entrar naquela secretaria. Pediu um formulário para preencher e pôs-se ao meu lado, tentando, em vão, puxar assunto: eu já havia terminado de preencher o meu.
- Até a colônia então, Bond.
- Te vejo lá.
Por mais incrível que parecesse, ele era um amor com as crianças. Éramos os monitores mais novos, e responsáveis sempre pela mesma área da colônia: a de oficinas de pintura e escultura de argila. No primeiro dia ele puxou assunto. No segundo, conseguiu acalmar o garoto-problema que só criava confusão na oficina e salvar a minha pele, me arrancando um sincero agradecimento. No terceiro, eu já comecei a perceber que ele me olhava diferente, e começava a me tocar também. Ora no meu ombro, ora na minha mão. É, ele estava flertando. No quarto dia, ele me surpreendeu. Mesmo com as mãos sujas de argila e o rosto sujo de tinta, ele me elogiou.
- Alguém já te disse que você é linda?
- Suja de tinta? Confesso que é a primeira vez.
- Suja de tinta, - disse sorrindo e sujando a ponta do meu nariz com tinta vermelha, enquanto segurava uma flanela com a outra mão, que fiz usá-la para limpar-me.
E no quinto dia ele me beijou. Como as crianças já haviam terminado suas obras de arte, o quinto dia era de arrumação da salinha, limpeza de pincéis, mesas e cadeiras. A coordenadora do clube me conhecia e confiava em mim, então me deixou a sós com ele na sala sem titubear. Confesso que esperava e agradecia por isso, pela oportunidade perfeita, que eu só estava esperando chegar. Mas não foi tão perfeito assim. Fomos interrompidos pela própria, entrando na sala. Tivemos tempo de nos afastar, e também agradeci por isso. Naquele momento a mão dele começava a descer pelas minhas costas e eu não sabia onde ela queria chegar.
Falando assim, ele parecia um príncipe encantado de filme Hollywoodiano, mas no meio de conversa, sempre dava uns foras. Comentava de suas amizades, nomes conhecidos (em maioria, por coisas nada boas), mostrando o quanto ele era popular e com moral. Também explicitava seu “tipo de mulher”, o que era extremamente irritante, por mais que eu me encaixasse nele. Com um pouquinho de olhar clínico, dava para saber que o mais prudente a se fazer com ele era ter um pé atrás. Porém, unindo o útil ao agradável, nada melhor que trabalho voluntário no currículo + beijinhos de um super gato nas férias. É, eu não tinha o que reclamar.
(Fim do flashback)
Continua...
Banhada, penteada, vestida e maquiada, fui à festa, já dando de cara com minha amiga e correndo atrás dos meus bons drinques. “Fraquinho, por favor,” pedi ao barman, assim poderia aproveitar a minha noite inteira. Assim que consegui pegar minha batida de morango e sair do meio da fila anarquista, fui sentar-me à mesa, a única cadeira vazia estava de frente para a porta da boate. E assim que olhei, a porta se abriu.
Era o Marcelo. Um dos caras mais lindos que já tinha visto na vida, e bem me lembrava dele. Era do tipo que manda-sms-no-dia-seguinte, com cantadas tão idiotas que nem o pedreiro da construção da rua Trinta teria coragem de fazer. Ah, e “eu te amos” de madrugada. Aposto meu scarpan de oncinha que ele nunca mandava esse tipo de mensagem enquanto sóbrio, e cada SMS que eu recebia dele parecia criptografar a seguinte mensagem: canalha. Sabe aquele cara que é gato, sabe que é gato, e aproveita para virar canalha e partir corações de menininhas? Então, eu não posso dizer isso dele porque aí já seria julgar demais, e não gosto desse tipo de coisa contra mim. Mas ainda que tenhamos nos conhecido em uma situação, digamos, fofa demais para um cara desse tipo, o olhar, o jeito de falar e de andar ao entrar no salão de festa não enganavam.
(Ah, flashback de quando nos conhecemos:)
Estava eu na secretaria do clube, me inscrevendo para ser monitora da colônia de férias, quando ele apareceu, pedindo licença para entregar à secretária uma foto 3x4. Enquanto eu preenchia os papéis e ele a aguardava fazer o que tinha de fazer, ele me observava. Até que ela não aparecia, e eu já estava ficando incomodada. Por fim, me virei para ele:
- Não se pode fazer uma inscrição sem se sentir no Big Brother?
Foi quando percebi como ele era lindo, e comecei a me sentir arrependida-barra-envergonhada por ter sido indelicada. Ele se assustou, mas me respondeu com voz doce:
- Perdão, não foi minha intenção. Só queria ver para que você estava se inscrevendo... Milena, não é?
- Está tudo bem, agente 007. Milena sim, e você?
- Bond. James Bond.
Suspirei.
- Por que será que eu já imaginava que esse seria o seu nome?
- Na verdade não é, é Marcelo. Mas você ainda não respondeu...
- Ah. Estou me inscrevendo para ser monitora da colônia de férias. Uma semana de trabalho voluntário com crianças... revigorante.
- Sério? Eu também!
Foi quando a secretária voltou,dizendo que sua situação estava regulamentada e sua nova carteirinha ficava pronta em dez dias úteis. Algo me dizia que no fundo, se inscrever como monitor não era o objetivo dele ao entrar naquela secretaria. Pediu um formulário para preencher e pôs-se ao meu lado, tentando, em vão, puxar assunto: eu já havia terminado de preencher o meu.
- Até a colônia então, Bond.
- Te vejo lá.
Por mais incrível que parecesse, ele era um amor com as crianças. Éramos os monitores mais novos, e responsáveis sempre pela mesma área da colônia: a de oficinas de pintura e escultura de argila. No primeiro dia ele puxou assunto. No segundo, conseguiu acalmar o garoto-problema que só criava confusão na oficina e salvar a minha pele, me arrancando um sincero agradecimento. No terceiro, eu já comecei a perceber que ele me olhava diferente, e começava a me tocar também. Ora no meu ombro, ora na minha mão. É, ele estava flertando. No quarto dia, ele me surpreendeu. Mesmo com as mãos sujas de argila e o rosto sujo de tinta, ele me elogiou.
- Alguém já te disse que você é linda?
- Suja de tinta? Confesso que é a primeira vez.
- Suja de tinta, - disse sorrindo e sujando a ponta do meu nariz com tinta vermelha, enquanto segurava uma flanela com a outra mão, que fiz usá-la para limpar-me.
E no quinto dia ele me beijou. Como as crianças já haviam terminado suas obras de arte, o quinto dia era de arrumação da salinha, limpeza de pincéis, mesas e cadeiras. A coordenadora do clube me conhecia e confiava em mim, então me deixou a sós com ele na sala sem titubear. Confesso que esperava e agradecia por isso, pela oportunidade perfeita, que eu só estava esperando chegar. Mas não foi tão perfeito assim. Fomos interrompidos pela própria, entrando na sala. Tivemos tempo de nos afastar, e também agradeci por isso. Naquele momento a mão dele começava a descer pelas minhas costas e eu não sabia onde ela queria chegar.
Falando assim, ele parecia um príncipe encantado de filme Hollywoodiano, mas no meio de conversa, sempre dava uns foras. Comentava de suas amizades, nomes conhecidos (em maioria, por coisas nada boas), mostrando o quanto ele era popular e com moral. Também explicitava seu “tipo de mulher”, o que era extremamente irritante, por mais que eu me encaixasse nele. Com um pouquinho de olhar clínico, dava para saber que o mais prudente a se fazer com ele era ter um pé atrás. Porém, unindo o útil ao agradável, nada melhor que trabalho voluntário no currículo + beijinhos de um super gato nas férias. É, eu não tinha o que reclamar.
(Fim do flashback)
Continua...
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quarta-feira, 12 de março de 2014
Você Se Foi.
Entre as idas e vindas da vida, o adeus é a pior parte. Me pergunto sempre porque o adeus é necesario. As pessoas me dizem que seria para entrar coisas novas em nossas vidas. O adeus doí, doí muito. Te dizer adeus e te deixar partir não foi fácil. Te ver pelos cantos, observando suas ações e não saber, não fazer parte da sua vida mais doi muito. Não seria capaz nunca te de dizer adeus, afinal.. Até mesmo você disse que nunca me diria.
Não quero me lembrar de promessas feitas, de palavras ditas em momentos errados. As promessas nunca seriam cumpridas e as palavras jamais lembradas. Te valorizei, te amei de todas as formas. Cuidei de você, tentei fazer de tudo para que nada te acontecesse. Você não repensou, você não deu valor. Simplesmente deu as costas. Eu engoli seco, sofri.. As lagrimas tomaram conta, o motivo do seu sumiço me fez perder noites de sono e até mesmo a fome. Não imagina que um sentimento tão pequeno, tão simples se transformaria em tanta tristeza, desconfiança e sem uma razão para o final.. Ops, esqueci que a gente nem mesmo começou. Cansei de dar o melhor de mim e receber de menos das pessoas. As vezes queria mudar, me transformar, mas vejo que a mudança não vem apenas pro lado fora, mas principalmente pelo lado de dentro, do seu coração.
Não queria te perder, alias jamais queria que você tivesse ido. Não queria que o mundo te transformasse em um otário que você é hoje, mas sei que por dentro continua aquele garoto bobo, e risonho que eu conheci.
Desculpa se você ainda faz parte das minhas ilusões e dialagos imaginários. É que você virou minha rotina.
Não quero me lembrar de promessas feitas, de palavras ditas em momentos errados. As promessas nunca seriam cumpridas e as palavras jamais lembradas. Te valorizei, te amei de todas as formas. Cuidei de você, tentei fazer de tudo para que nada te acontecesse. Você não repensou, você não deu valor. Simplesmente deu as costas. Eu engoli seco, sofri.. As lagrimas tomaram conta, o motivo do seu sumiço me fez perder noites de sono e até mesmo a fome. Não imagina que um sentimento tão pequeno, tão simples se transformaria em tanta tristeza, desconfiança e sem uma razão para o final.. Ops, esqueci que a gente nem mesmo começou. Cansei de dar o melhor de mim e receber de menos das pessoas. As vezes queria mudar, me transformar, mas vejo que a mudança não vem apenas pro lado fora, mas principalmente pelo lado de dentro, do seu coração.
Não queria te perder, alias jamais queria que você tivesse ido. Não queria que o mundo te transformasse em um otário que você é hoje, mas sei que por dentro continua aquele garoto bobo, e risonho que eu conheci.
Desculpa se você ainda faz parte das minhas ilusões e dialagos imaginários. É que você virou minha rotina.
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Playlist: Refreshed
Hey people!
Como novinha no blog, resolvi deixar minha playlist pra
vocês: o que mais tem ocupado meu ipod e mexido com minha cabecinha.
Geralmente, procuro ouvir álbuns inteiros, principalmente nessas férias, onde
tive toooodo o tempo do mundo pra me atualizar nos lançamentos. Vou deixar aqui
um gostinho de cada um! Espero que curtam, comentem as preferidas e as
despreferidas hahaha.
1. American Girl – Bonnie McKee
Tenho uma paixonite nada secreta pela Bonnie McKee, que
ficou famosa depois de escrever vários hits de artistas incríveis. Tem um
talento incrível para composição e uma voz maravilhosa – sem contar o cabelo de
algodão-doce que, juro, é meu sonho de consumo, mas deve dar tanto trabalho pra
manter desse jeito que dispenso...
2. Perfume -
Britney Spears
Pra quem estava sumidinha e voltou por agora, acho que ela
voltou com tudo. Mesmo com algumas críticas negativas, acho o Britney Jean um
dos meus CDs preferidos da Brit Bitch. Perfume é uma baladinha instigante, com
uma dica que eu adorei: deixar o seu perfume bem impregnado no boy pra marcar o
território.
3. Air Balloon
– Lily Allen
A inglesinha também está voltando, e promete. Seu CD ainda
não tem previsão de lançamento, mas Air Balloon é uma canção que deixa a gente
sentir o gostinho. E na minha opinião, tem gosto de piquenique, não dá pra
ficar triste escutando.
4. XO - Beyoncé
BOW DOWN! Coloquei XO depois de muito suor, porque foi
difícil escolher minha música preferida do álbum novo da Queen B. Mais
romântica impossível <3
5. We Got The
World – Icona Pop
Fala-se bastante de Icona Pop. A dupla sueca tem ganhado
destaque, e já vi muita gente cantando I Love It, mas minha preferida com
certeza é We Got The World. Pra cantar gritando no meio da rua cazamiga! *0*
6. Clichê Adolescente – Manu Gavassi
A rainha dos headbands também lançou CD novo por agora
(ainda não tive a oportunidade de escutar), mas gostei bastaaaante dessa
música! Outra baladinha gostosa e despretensiosamente romântica, fofíssima.
7. Gorilla – Bruno Mars
Recomenda-se ligar o ventilador para ver esse clipe, porque
olha... 3 reações: vontade de Bruninho, inveja da Isabella e dó da guitarra!
8. Gypsy –
Lady Gaga
Confesso que quando ouvi o tão falado ARTPOP pela primeira
vez, não achei lá grandes coisas, mas tem muitas músicas MUITO boas! O estilo
(musical, porque o fashion...) da Gaga seempre me cativou, e com Gypsy não foi
diferente. Delícia de vibe, dá vontade de fechar os olhos e sonhar... sonhar...
sonhar... e dançar como louca sonâmbula no meio do sonho.
9. Excuse My Rude - Jessie J
O CD DA JESSIE É MUITO BOM!! Com toda a certeza, a minha preferência é o Who You Are ao Alive, mas se tem uma que eu ~paxonei~ foi Excuse My Rude. A letra é com certeza a minha cara (shhh!) e morro de vontade de cantar essa música pra um cado de gente. HAHAHAHA! Ai gente, vamo aplaudir a Jessica Cornish porque ela merece <3
10. Dark Horse - Katy Perry
SAVED THE BEST FOR LAST!!! Que eu sou MEGA fã da Katy Perry não é segredo pra ninguém. Lembro da primeira vez que escutei essa música, ela tinha sido lançada de madrugada e acordei com o celular apitando às duas da manhã. Fui escutar no fone de ouvido poderoso do meu irmão, ainda grogue de sono e tive a sensação de ter morrido e nascido de novo, foi mucho locoooo! E o clipe não tem como não gostar, vai ser linda assim lá em Memphis... Tomara que vocês curtam a música/clipe tanto quanto eu <3
Deu pra perceber que sou uma garota Du Pop, né? Hehehe.
Espero que curtam a playlist e voltem refrescadas ao ano letivo.
Beijinhos,
Camilla ~
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
I wanted to save you, but I can only save myself.
Não é que eu esteja apaixonada, é que eu simplesmente não
aguento te ver sofrer. Pessoas fazem isso, não fazem? Seja o seu melhor amigo,
seu irmão mais novo, seu filho ou aquele estranho que você nunca viu na vida,
mas não aguenta ver chorar – quando alguém precisa de nós, esquecemos os nossos
problemas, nossas dificuldades, medos, anseios e damos a nossa mão ao próximo,
segurando-a com força. Fazemos isso porque somos humanos. Porque amamos, amamos
fervorosamente. E não adianta dizer-me
que está tudo bem porque eu sei que não está. Conheço-te muito bem, cada
milímetro dos seus olhos que nunca vão mentir pra mim, por mais que tentem.
Você sabe quantas vezes eu já deixei de pegar no sono, preocupada com você?
Quantas vezes tentei curar as suas dores, e até consegui por um tempo; mas não
para sempre. É complicado. Eu precisaria estar em um estado de Nirvana incrível
comigo mesma para me envolver sem me afetar, e não é o que acontece. Eu tenho
as minhas responsabilidades, os meus medos, os meus objetivos e os meus
problemas, e não posso bancar a super-heroína para sempre, por mais que tente.
No início, até que ajudou: ao invés de afundar na negatividade dos meus próprios
sentimentos, os ignorei, tornando-me feliz e desapegada, para que eu pudesse te
dar o exemplo. Novamente, não funcionou. Sua repulsa perante aos meus gestos de
carinho me faz sentir incapaz de continuar animada, e isso não é nada bom. “Não
posso ser sua salvadora, eu não tenho esse poder. Eu não vou ficar e assistir
você descer pelo ralo.” Saiba que eu quero te ver feliz, mas eu não posso te
fazer feliz. Por isso, vou atrás da minha felicidade, porque aprendi que a
única pessoa que posso salvar nesse mundo, sou eu mesma.
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domingo, 16 de fevereiro de 2014
Seguindo Um Novo Rumo

Me perguntaram uma vez se você tinha tanta consideração assim por mim. Eu nem pensava duas vezes antes de responder e já dizia que você era o cara mais atencioso e que jamais praticaria qualquer tipo de atitude que me faria sofrer. Mas de uns tempos pra cá, tenho te visto diferente. Tenho sentido falta do que você era, do seu EU de verdade. O tempo passou claro! As pessoas mudam, assim como o café também esfria.
A ultima coisa que eu poderia pensar nesse mundo era que você seria capaz de me magoar. E foi de repente. Você me magoou de uma forma tão idiota, que eu jamais acharia que você seria capaz de fazer isso comigo algum dia. E o mais triste, é que todo aquele sentimento enorme que eu sentia no peito, de admiração e carinho foi se diminuindo, o desprezo e o sentimento de raiva foi aumentando dentro do meu coração. Certo dia ouvir aquele ditado '' Sabe porque a decepção doí tanto?Porque ela nunca vem de um inimigo.'' Dito e certo. Você se tornou tão imaturo diante das suas atitudes, que deixou de ser tudo aquilo que um dia eu achava que fosse ''perfeito.'' Você foi minha ilusão das madrugadas, a lembrança de todas minhas músicas, e as lagrimas de todos os meus pensamentos. A única pessoa que eu realmente achava que não iria me fazer sofrer me fez sofrer em dose dupla.
Desculpa, mas afastar é a melhor maneira. Cansei de fazer meu coração de otário e tentar remenda-lo com curativos baratos. Agora, vou seguir em frente. Não disse que seria fácil. Mas também não é impossível.
E a propósito..
Ainda te guardo no canto esquerdo do meu coração.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
O polêmico beijo Nelix
Quem nunca deus uns pegas que repercutiram, hein? Aposto que
você aí, caríssima leitora do blog, morre de vontade de dar uns beijinhos
naquele gato famosinho e conhecido do colégio ou do bairro. Imagina se isso
acontecesse na frente de uma pessoa mega fofoqueira: com certeza esse beijo
iria além das duas bocas, e pararia na do povo. Foi assim com o primeiro beijo
da televisão, foi assim com o primeiro beijo gay da televisão. Claro que houve
vários antes, mas vocês entenderam – na rede Globo, em horário nobre.
Repercutiu. Emocionou. Enojou.
Eu, particularmente, não tenho discriminação alguma a
homossexuais, por ser uma realidade próxima hoje em dia e também pelo lado
humano. Não concordo com pais que expulsam filhos gays de casa, gente que
discrimina homossexuais nas entrevistas de emprego, exclui do grupo, ou pior:
confronta, xingando, agredindo. Na novela Amor à Vida, Felix era, inicialmente,
o vilão. Abandonou a sobrinha recém-nascida em uma caçamba de lixo, roubou o
próprio pai e cometeu uma série de atrocidades na trama. Era casado, porém
insatisfeito em sua opção sexual, o que o fez assumi-la no decorrer da história
(aí está outro assunto interessante: o casamento “arranjado”). Divorciou-se e
conheceu Niko, rapaz no qual foi se apaixonando, devagarzinho... Niko era
completamente o oposto de Felix, era bondoso, amável e extremamente ingênuo. A
contradição dos personagens foi justamente a química que os uniu, já que Felix
fez Niko ficar “mais esperto” em relação aos que queriam enganá-lo, e Niko fez
Felix deixar florir seu lado bom. Um despertando o melhor do outro, como em um pitoresco
relacionamento.
No último capítulo ocorreu o tão esperado beijo, que não
teve língua, não foi rápido nem demorado e nem fora de contexto, e ainda teve
direito a um selinho no final. Eu achei a cena linda e necessária sim, porque a
quebra desses tabus precisava ser feita. As consequências que eu vi na boca da
galera e no Facebook foram bastante hipocrisia.
Vamos aos comentários: “foi desnecessário.” Não colega, não
foi. Já estava passando da hora, se você for à baladinha, sabe que vai ver
isso. Se a novela sempre retrata a realidade, por que não?
“Ah, mas e as
crianças?” Pra começar: com ou sem beijo gay, NOVELA NÃO É COISA DE CRIANÇA. Há
uma indicação etária no início da programação que mostra justamente isso. E
você também não vai educar seu filho para fazer o que ele bem entender, do
jeito que ele não vai sair beijando todas as menininhas por aí, não vai fazer o
mesmo com os meninos. Dizer à criança que aquilo é errado e ela não deve fazer,
é normal e perfeitamente aceitável, ela entenderá quando crescer. Lembro que
até os meus oito anos, meus pais tampavam meus olhos em cenas de beijo!
“O beijo foi falta de respeito!” Uai, mas e a mulher sendo
tratada como objeto na novela, é respeitoso? E as cenas de sexo quase
explícitas, são respeitosas? É por isso que eu acho a maioria dos comentários hipócritas.
Há coisas MUITO piores representadas na telinha.
Há também a questão religiosa, no qual não vou comentar por
ser extremamente delicada. Mas vou finalizar com uma ilustríssima frase do
atual Papa Francisco: "Se alguém é gay e busca o Senhor com sinceridade, quem
sou eu para julgá-lo?"
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New Kid's on the block
Hey people! Esta é minha primeira postagem no blog da Ló,
então vou usá-la para me apresentar: meu nome é Camilla.
Com dois éles, por favor. Não que eu seja fã de nomes enfeitados, mas é assim
que o meu é; e pronto. Gonçalves… Geralmente omitido ou abreviado em G. Nada
contra. Mentira. Acho muito comum. Alcântara. Desse eu gosto. Talvez pela minha
paixonite por história do Brasil e Dom Pedro II, talvez pela força que vejo
nesse sobrenome. Sim, apenas dois: estão ótimos. Dizendo adeus aos
períodos curtos e ao meu ponto de vista sobre as três palavras mais importantes
do meu Documento de Identidade, sou uma adolescente complicada e perfeitinha,
digamos que não pronta ainda para se tornar uma mulher de fases.
Ah, eu canto. O dia inteiro, canto pelos cantos e no meu
canto, e frequentemente: me desencanto. Tenho 16 anos; e tenho sempre uma
música chicletada na cabeça, uma metáfora para cada situação e uma piada sem
graça para cada gelo. Escrevo poesia na parede do meu quarto e danço sempre que
quero esquecer os meus problemas (é mais legal que álcool, super recomendo!)
principalmente quando a música é gostosa. Muitas vezes vocês me verão aqui
postando com a tag da playlist (sou movida a música) ou dando pitaco nos
diversos assuntos que possam vir à tona. Sou abertíssima a opiniões, o que não
quer dizer que eu vou concordar com a sua, mas que ela nunca irá passar por um
ouvido e sair pelo outro. Repetindo aquela frase clichê de “Quem sou eu” de
Orkut, “quem se define se limita”. Portanto, esse textinho (acho que já tá um
textão) é apenas um emaranhado de ideia que possa se aproximar à minha pessoa.
O resto vem com a convivência. ;-)
Beijinhos!
- Camilla ~
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Me salva
Não sei nem por onde começar a escrever esse texto. Eu to perdida. Perdida em ilusões, em tristeza em lagrimas, tudo junto. Porque quando se fala em amor tudo é sempre tão complicado? Porque que amar é tão complicado?. Desculpa, talvez a complicada realmente seja eu. Eu sei que eu já devia ter seguido minha vida, já deveria ter parado de ver seu perfil no facebook ou até mesmo a ultima vez que você visualizou o whatsapp. Já deveria ter saído com aquele garoto que eu conheci através de uma amiga, já poderia também está aos beijos com ele e nem lembrando de que algum dia você me fez te amar de verdade. Desculpa, mas tenho que dizer que só eu te amei. Doí dizer isso. É como se eu tivesse levado uma facada, e estivesse imóvel, com uma dor profunda que nenhuma outra pessoa seria capaz de curar, ou se quer entender.
Você sempre foi tudo pra mim, e eu sempre fui tão nada pra você. Que lixo que eu sou. As lagrimas já se acostumaram, as estrelas viraram minhas amigas, e a lua me escutava todas as noites. Incrível, como eu te dei tantas provas de que te amava, e você sequer nunca se interessou em saber, ou se quer descobrir o que realmente eu sentia por você. Você ta me fazendo tão mal, que essa dor não cabe dentro de mim, acho que vou explodir de tanta tristeza. Quero outro lugar, outro mundo, cansei desse lugar. Cansei das pessoas ao meu redor. Eu quero viver, quero conhecer outras pessoas, o meio em que eu vivo já não é tão importante, e as pessoas já não fazem tanta diferença assim. E mais uma vez, eu e meu coração bobo.. Se eu pudesse te diria tudo que eu sinto. Não quero guardar nenhum tipo de sentimento triste ou que me faça sofrer. Nunca fui de guardar nada, mas chega uma hora que o orgulho toma conta. Você sempre foi tudo que eu sempre quis ao meu lado, mesmo você sendo um babaca. E era esse seu jeito ''babaca'' de ser que eu amava, que me fazia dá o sorriso mais sincero do mundo, era com você os melhores momentos que eu passava, dos mais engraçados aos mais serios. Era olhando nos teus olhos e sentindo o cheiro do seu perfume e o calor das suas mãos que eu tinha certeza que eu te amava, e que cada palavra sua me fazia vibrar. Era te amar que me fazia feliz, era está ao seu lado que tudo fazia mais sentindo. Esquecer alguém é a tarefa mais dificil quando se ama. Acho que todo mundo passa por isso. Mas quando se ama de verdade, há sempre no fundo aquela pontada de esperança.
O silêncio me consome, e a dor me invade. Juro que nunca sentir uma dor tão grande. Você ta se tornando tão idiota, eu to te odiando tanto, mas te amando tanto ao mesmo tempo que não sei ao certo o que eu sinto. Só sei que o amor não faz ninguem sofrer,e uma das tarefas mais dificeis que eu já tive, não foi te esquecer. Foi te amar.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Acordando
E de todos os nossos momentos eu só quero me lembrar da música. Da nossa música. O clima é ótimo, o drama mais perfeito ainda, e as lágrimas escorrem como uma tempestade sem fim. Te amar e continuar te amando esse tempo todo não foi fácil. Deixo me levar pelo timbre, a melodia me encanta e as lembranças me atormentam. Ouvir um eu te amo seu é ganhar meu dia e ser feliz em silêncio, amar é saber valorizar o seu parceiro, é esta presente na tristeza na alegria, ou até mesmo aguentar a mulher na tpm brava! Todo mundo quer namorar, casar mas poucos sabem amar. Falar na mesa do bar perto dos amigos é fácil, quero ver falar tudo o que você sente em alto e bom som pra ela. Aquela sintonia do beijo leve que só ele tinha, até mesmo as mordidas provocantes. Amar é sentir o estômago com borboletas e não ter medo de se entregar. E eu espero, do fundo do meu coração que você ame alguém de verdade e o faça muito feliz, o que nem com palavras vazias e atitudes fúteis você conseguiu me fazer.
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